A
produção paulista de café arábica deve superar 4,276 milhões de sacas de café
beneficiado, de acordo com a segunda estimativa da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab), do Ministério de Agricultura, em parceria com o Instituto
de Economia Agrícola (IEA/Apta) e a Coordenadoria de Assistência Técnica
Integral (Cati),órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado
de São Paulo. A estimativa de área ocupada com lavouras de café somou 186 mil
hectares cultivados, dos quais 168 mil hectares em produção e 17,9 hectares em
formação. Enquanto as lavouras em produção exibem densidade de cultivo de 2.890
plantas por hectare, as em formação já alcançam as 3.400 pl/ha, indicando que
os cafeicultores incorporaram a tecnologia de adensamento das lavouras visando
o incremento da produtividade média, afirmam Vera Lúcia Ferraz dos Santos
Francisco,Celso Luís Rodrigues Vegro, Celma da Silva Lago Baptistela, Maria
Carlota Meloni Vicente e José Alberto Ângelo, pesquisadores do IEA. O patamar
de produtividade média observada (25sc/ha) minimiza o chamado ciclo de baixa da
cultura, pois nesse mesmo mês do ano anterior (dito ciclo de alta), a
produtividade média estimada foi de 28sc/ha. No Estado de São Paulo o
estreitamento da amplitude do ciclo cafeeiro já é uma realidade agronômica,
explicam os pesquisadores. A acentuada queda nas cotações do produto freou as
intenções de plantio por parte dos cafeicultores, somando apenas 2.640 novos
hectares em 2013/14. A área destinada à reforma de talhões ficou abaixo de 2%
da área total em produção, refletindo o desestímulo dos cafeicultores em razão
dos baixos preços. Foi ainda estimada a existência de aproximadamente 851 mil
sacas estocadas nas propriedades, armazéns e cooperativas. Com o início da
colheita previsto para o corrente mês, essas existências poderão acarretar
dificuldades logísticas para o recebimento da safra vindoura. Os dados foram
coletados e tabulados entre abril e maio de 2013, mediante aplicação de
questionário estruturado no estabelecimento em que se encontra a produção
cafeeira. Para tanto, o Estado de São Paulo foi regionalizado segundo
principais cinturões produtores, resultando em oito subdivisões sendo sete
delas com lavoura cafeeira e a oitava representando o restante do estado. São
elas: Franca (Alta Mogiana), São João da Boa Vista e Bragança Paulista
(Montanhas da Mantiqueira), Ourinhos e Avaré (Sudoeste Paulista), Dracena (Alta
Paulista), Marília (Espigão de Garça), Central Paulista e demais regiões, sem
expressão na cultura. Mão de obra - O
total de pessoas ocupadas (exceto volantes) na cafeicultura paulista em maio de
2013 foi de mais de 53 mil pessoas, de acordo com a pesquisa. A categoria de
trabalho proprietário e familiares (residentes e não residentes nas UPAs –
Unidades de Produção Agropecuária) predominou com 27 mil pessoas, ou seja,
50,8% do total empregado. Assalariados somaram 21 mil pessoas correspondendo a
39,7% do total. As categorias arrendatários e parceiros e seus familiares
totalizaram 909 pessoas e 4 mil pessoas, respectivamente.
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