quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

RTRS IMPLEMENTA PRIMEIRO PADRÃO MUNDIAL DE DESMATAMENTO ZERO PARA A PRODUÇÃO DE SOJA

Na última atualização do Padrão de Produção de Soja (versão 3.0), a Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) elaborou o primeiro padrão de certificação multissetorial para desmatamento zero do mundo. O padrão contribui para melhorar a entrega de soja sustentável em toda a Europa. O Padrão de Produção RTRS 3.0 é o único esquema de certificação multissetorial que garante zero desmatamento na produção de soja responsável. Isto significa que não está autorizado fazer nenhuma conversão em terra natural, ladeiras íngremes e áreas designadas pela lei para a conservação nativa e/ou proteção cultural e social. Pela primeira vez, os produtores poderão demonstrar que suas operações não tiveram nenhum impacto nas florestas nativas, zonas úmidas ou ribanceiras mediante uma avaliação controlada por um organismo de certificação credenciado. Além disso, o novo padrão foi encaminhado recentemente ao International Trade Centre (ITC), que o incluiu em seu mapa de padrões com mais 210 esquemas. A RTRS é líder em requisitos de critérios ambientais e sociais (direitos humanos e comunidade local) do centro ITC. Este mapa é um importante instrumento de pesquisa mundial na área de esquemas de sustentabilidade comparativos e de benchmarking (1). No contexto do objetivo global, segundo especificado na Declaração de Nova York sobre Florestas e na resolução do Consumer Goods Forum, para conseguir ter cadeias de fornecimento livres de desmatamento, a RTRS tem o único padrão multissetorial de soja que garante o desmatamento zero. Além disso, os produtores de soja que cumprirem o Padrão de Produção RTRS 3.0 também deverão fazer outros aprimoramentos correspondentes. ​A RTRS determina importantes requisitos sociais mediante critérios claros sobre direitos humanos e trabalhistas, a abolição de todo tipo de discriminação e trabalho forçado, bem como requisitos sobre relações com as comunidades locais e as comunidades indígenas e seus direitos. O padrão RTRS é um instrumento importante para estimular o aumento da lucratividade e a expansão dos negócios dos produtores. Ele garante que as exportações de soja de qualidade aumentem de forma exponencial em um mercado internacional cada vez mais exigente quanto à qualidade dos produtos comercializados. Em 2016, a produção certificada RTRS aumentou em 29% (comparado com 2015). A participação da indústria é muito importante na hora de encorajar o compromisso público de eliminar o desmatamento das cadeias de fornecimento de commodities importantes como a soja. O ano 2017 é um momento essencial para o setor da soja. Em janeiro, as organizações europeias FEFAC, IDH e FEDIOL, e duas organizações brasileiras de grande relevância, Aprosoja e ABIOVE, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para estimular a produção de soja responsável no Brasil. A RTRS está aberta a iniciativas como essa, geradas para promover e acelerar etapas e passos para a produção e comercialização de soja responsável. Isto faz parte da aspiração dos mercados para alcançar uma melhoria contínua, aspiração que deveria envolver todas as organizações da cadeia da soja. Olaf Brugman, membro do Comitê Executivo da RTRS, diz que a RTRS se orgulha de implementar um novo padrão mundial na cultura da soja sustentável, com o Desmatamento Zero como foco de sua nova certificação Versão 3.0. “Trata-se de um padrão sólido e inovador que aumentará a transparência em toda a cadeia de fornecimento”, declara. Jean-Francois Timmers, líder do setor da soja no WWF, explica que é essencial que todos atores da cadeia de fornecimento da soja, produtores, traders, setores de manufatura e varejo, se unam para acelerar o processo para a produção e comercialização de soja responsável. “Isso significa eliminar o desmatamento e a conversão de hábitats naturais das cadeias de fornecimento de soja. Como ficou demonstrado em pesquisas recentes, por exemplo, é possível que haja suficiente espaço desmatado disponível para, no mínimo, dobrar a produção de soja no Brasil sem ter a necessidade de abater uma única árvore ou arbusto", conta. Marcelo Visconti, diretor executivo da RTRS, assegura que a jornada para alcançar soja 100% responsável na Europa e no mundo inteiro envolve todas as partes da cadeia de valor da soja que compartilham o mesmo objetivo. “Isto requer que trabalhemos juntos, dividindo responsabilidades, oportunidades, desafios e compromissos", pontua – Secom.

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