segunda-feira, 5 de outubro de 2015

ENCONTRO DISCUTE NESTA SEXTA-FEIRA PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE NO SUL DO ESTADO

A Epagri realiza nesta sexta-feira, 25, em Cocal do Sul, o VI Encontro Regional de Gado de Corte. Nesta edição, os organizadores pretendem dar um direcionamento para a produção de carne de maior valor agregado na região. “O foco principal será reunir os produtores de bovinos de corte e misto sob um mesmo entendimento de produção de animais especializados”, explica Fernando DamianPreve Filho, gerente regional da Epagri em Criciúma. Ele explica que a intenção é produzir animais mais jovens, que atinjam o peso ideal de abate por volta dos 18 a 30 meses de idade, no máximo. Segundo dados da Cidasc, a região compreendida pela Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) possui rebanho bovino de 118.800 animais. Deste total, 19.300 são especializados em leite, 36.700 são especializados em corte e os outros 63.000 são de caráter misto, ou seja, animais sem raça e aptidão definidas. Fernando explica que a grande maioria destes animais são abatidos entre os 48 e 60 meses de idade, o que torna a carne mais consistente. Outro fator relevante é que os bovinos estão presentes em grande parte das propriedades rurais da região, principalmente dos agricultores familiares. Portanto, independentemente do tamanho da propriedade e do rebanho, os ganhos advindos de um melhor processo de criação poderão beneficiar todos os produtores. A região da Amrec tem um grande potencial de solo e clima para produzir pastagens o ano inteiro. “Nosso inverno não é rigoroso, o que permite a produção de excelentes pastos na estação, reduzindo o custo de produção, quando comparado à silagem. Nosso verão é quente e chuvoso, o que exige um pouco mais de atenção dos produtores quanto às questões sanitárias dos animais, tecnologias que já são conhecidas e difundidas pela Epagri”, descreve o gerente da Epagri. “Como um estado importador de carne e uma tradição de consumo considerável, parece lógico que através de um bom cultivo de pastos, aliado a um bom manejo do rebanho, poderemos produzir animais de forma mais precoce, o que naturalmente influenciará na qualificação da carne e propiciará um diferencial no preço final”, avalia. Fernando conta que também já estão bem adiantas as conversas preliminares para a formação de uma associação. Quando estabelecida, esta entidade vai manter a governança sobre o processo de produção e criar um Programa Carne de Qualidade com marca própria. Especialistas da Epagri, Cidasc, Unibave, representantes dos mercados e frigoríficos, com apoio da Faesc e Fapesc, já estão se reunindo com os produtores para definir competências e dar inicio a um programa que possa alavancar a pecuária de corte regional. - Secom

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